domingo, 26 de setembro de 2010

INFELICIDADE É VIVER PARA IMPRESSIONAR OS OUTROS

Nós nascemos com um potencial infinito de realizações.

Porém, à medida que vamos sendo educados, durante a infância e adolescência, perdemos a rota original de nosa própria existência.

Deixamos de fazer aquilo que nos realiza e passamos a agir em função dos outros: pais, professores e depois toda a sociedade.

Nosso objetivo de vida nos é imposto e passamos a condicionar nosso sucesso ao aplauso das pessoas que nos cercam.

Para continuar merecendo essa aprovação, progressivamente abandonamos nossas vocações e passamos a realizar os desejos alheios.

A maioria das pessoas vive para ser admirada por uma multidão de olhos vorazes que, muito provavelmente, não se cruzarão mais.

Quando elas param para perceber o rumo dado as suas vidas, verificam que apenas colecionaram cupons que não servem para nada.

Quem consegue realizar as metas de sua alma é feliz e desperta admiração devido a sua integridade como pessoa.

Ao contrário, quem vive para se admirado sempre será infeliz, porque está deixando de lado o compromisso consigo mesmo.

Não se consegue ser feliz valorizando mais a opinião dos outros do que seus próprios sentimentos.

Alguns se sentem infelizes,mas raciocinam: "Se os outros estão aplaudindo é porque estou no caminho certo". E avançam nas suas frustrações.

Vocé é mais importante do que qualquer julgamento alheio. Para ser feliz, viva para surpreender a si próprio, e não aos outros.




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Roberto Shinyashiki - Texto extraído do livro "O sucesso é ser feliz"


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sábado, 25 de setembro de 2010

A ÚLTIMA PEDRA

Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros.

Gosto de uma música que Frank Sinatra costumava cantar, My Way. O curioso é que só fui prestar atenção na letra dessa canção quando escrevia este texto. Ela diz mais ou menos assim: "Se eu acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira".

Quando olho para trás, percebo que fiz muitas bobagens. Acertei bastante, mas também errei bastante. Quando olho para diante, tenho certeza de que vou acertar e errar bastante também. É impossível acertar sempre. Mas o importante é que não gastemos nosso tempo nem nossa energia nos torturando. A autocrítica pelo que não deu certo, além de ser nociva para a saúde, faz que a gente perca os passarinhos que a vida nos oferece no presente.

Um dia destes, um dos meus filhos me perguntou por que eu tomei determinada decisão estúpida tempos atrás. Respondi que me arrependia do que tinha feito, mas expliquei que, naquele momento, minha atitude me parecia lógica. Se eu tivesse o conhecimento e a maturidade de hoje, certamente a decisão seria diferente.

Por isso é que lhe digo: não se torture por algo que não deu certo no passado.

Talvez você tenha escolhido a pessoa errada para casar.

Talvez tenha saído da melhor empresa onde poderia trabalhar.

Talvez tenha mandado uma filha grávida embora de casa.

Não importa o que você fez, não se torture.

Apenas perceba o que é possível fazer para consertar essa situação e faça.

Se você sente culpa, perdoe-se.

E, principalmente, compreenda que agiu assim porque, na ocasião, era o que achava melhor fazer.

Há uma história de que gosto muito: um pescador chegou à praia de madrugada para o trabalho e encontrou um saquinho cheio de pedras. Ainda no escuro começou a jogar as pedras no mar. Enquanto fazia isso, o dia foi clareando até que, ao se preparar para jogar a última pedra, percebeu que era preciosa!

Ficou arrependido e comentou o incidente com um amigo que lhe disse:

- Realmente, seria melhor se você prestasse mais atenção no que faz, mas ainda bem que sobrou a última pedra!

Existem pessoas que não prestam atenção no que fazem e depois passam a vida inteira arrependidas pelo que não fizeram, mas poderiam ter feito, e se martirizam por seus erros. Se você está agindo assim, deixo-lhe uma mensagem especial: não gaste seu tempo com remorsos nem arrependimentos. Reconheça o erro que cometeu, peça desculpas e continue sua vida.

Você ainda tem muitas pedras preciosas no coração: muitos momentos lindos para viver e muitos erros para cometer.

Aproveite as oportunidades e curta plenamente a vida.




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Roberto Shinyashiki



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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Casos Perdidos

Não desista das pessoas. Não desista de você mesmo. Ninguém é um caso definitivamente perdido até que o último suspero seja dado.

Batalhamos muitas vezes para ajudar as pessoas e acabamos nos sentindo cansados quando a única impresão que temos é que nada muda, nada acontece.

Nesses momentos sentimos como se não tivesse jeito e o sentimento de impotência diante da situação pode nos impelir a desistir.

Mas não estamos dentro do coração de ninguém, não sabemos o que nossas ações, nossos esforços estão fazendo, talvez o gelo esteja derretendo e paramos no mau momento.

Não é por que as pessoas ficam caladas e não demonstram reação que o que fazemos por elas não possua efeito.

A mente guarda tudo o que recebe, a alma se apega a afeições e um coração endurecido pode se sentir tocado.

Claro que seria mais fácil ter uma varinha de condão e sair resolvendo os problemas de todo mundo, transformando gatas borralheiras em lindas cinderelas, pessoas más em anjos e resolvendo os problemas da infelicidade daqueles que nos são caros.

Mas não é bem assim que funciona com a vida. A única varinha de condão que possuímos é a nossa vontade de ajudar, nosso coração inteiramente disponível e um amor desmesurado.

Podem não ser coisas suficientes, mas são básicas e um grande começo.

Não conheço ninguém que seja incapaz de ajudar, nem que seja orando, dando uma mão, um pouco de atenção, ficando do lado.

Isso é o que geralmente chamamos de amizade.

E, ajudando aos outros, nos ajudamos a nós; restabelecendo a felicidade de alguém é a nós que estamos reconstruindo, pois não há maior recompensa por um grande esforço que ver um grande sorriso e olhos que brilham.

Deus também não nos considera casos perdidos, pois nos levanta a cada queda e nos perdoa a cada deslize.

Olhe-se bem no espelho: mesmo com todas as suas imperfeições, você é capaz de ir adiante e vencer suas barreiras emocionais e existenciais.

Não... não existem casos perdidos, existem apenas pessoas mais difíceis de serem ajudadas e que não compreenderam ainda que podem sair do poço, mas quando maior for nosso desafio, maior será nossa vitória.

Abrace a coragem, vista-se dela. Há muitos que precisam de você e, sobretudo, Deus conta com você!

Deixo aqui o meu desejo de que o caminho de cada um de vocês seja iluminado com a sabedoria do Pai para que possam encontrar saídas para os problemas aparentemente sem solução.



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Letícia Thompson


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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Libertando-se do Passado

A vida é aqui e agora. Do passado só nos resta lembranças e lições.

Para continuarmos nossa caminhada, precisamos nos libertar das amarras que nos prendem ao nosso passado.

A única forma de alcançarmos plenamente essa liberdade é aprendendo com as lições e perdoando as causas de todos os sofrimentos e limitações.

O perdão é a chave que abre as grades para todos que não querem ficar presos ao passado de mágoas e ressentimentos.

Pratique o perdão e seja livre para voar tranquilo até o infinito, onde reside a verdadeira essencia da paz.



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Fátima dos Anjos



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terça-feira, 6 de abril de 2010

Como enfrentar a solidão causada pela separação

Quando passamos por uma separação, o mais indicado para a recuperação é a consciêndia do que ocorreu e de que está sentindo. Digo isso porque muitas pessoas acabam um relacionamento e logo em seguida, quando não antes de acabar, já estão entrando em outro, o que pode gerar a longo prazo muita confusão, insegurança. Todos sabemos que separar não é nada fácil, requer acima de tudo muita maturidade, pois em geral há muitas pessoas envolvidas, muito mais que o simples casal. É um momento marcado por muita confusão, dúvidas, com a única certeza do desejo de querer paz e ser valorizado por tudo aquilo que se tem de melhor.

Durante o período da saudade, vive-se uma alternância de raiva e tristeza. Raiva pelo que aconteceu e da forma que aconteceu e tristeza por tudo de bom que se viveu e não vive mais. A saudade é pelos momentos bons vividos, esquecendo-se muitas vezes do real motivo que motivou a separação.

Conseguir examinar a relação passada com objetividade e serenidade não é uma tarefa simples, principalmente para quem não está acostumado a refletir e analisar suas próprias emoções e sentimentos. Mas é o caminho que poderá aumentar a consciência de si, dos próprios limites, e evitar buscar culpados como algumas pessoas tendem ao final de um relacionamento, sem jamais chegar de fato às causas dos problemas que aos poucos foram se instalando.

É preciso analizar com o maior distanciamento possível a relação passada e avaliar os fatores que influenciaram essa decisão, compreendendo o passado, tudo que ocorreu, lembrar de fatos e o que levou cada um a tomar as atitudes que foram tomadas e analisar principalmente, em que ponto seu próprio crescimento foi interrompido, como também os sentimentos que foram despertados pelo outro durante o relacionamento. Enfim, a separação pode ser marcada pel oportunidade de refletir sobre tudo que se viveu, se permitiu viver e aprender a valorizar a capacidade de crescer cada vez mais, é definitivamente sair da zona de conforto.

Algumas pessoas se separam com muita certeza do que querem; mas outras, no entanto, fazem por pura impulsividade, num momento de nervoso, e muitas vezes apenas com o intuito de fazer o outro levar um susto, e não pensam muito em como irão se sentir com essa decisão e quando percebem já estão separadas e sentidno muita dor. Por isso, é preciso muita reflexão e diálogo antes de tomar uma decisão.

Uma das características da separação é deparar-se com a solidão. É ter que enfrentar tudo aquilo que muitas vezes escondeu por anos de si mesmo. O medo de olhar para dentro de si é tão profundo que algumas pessoas evitam a separação, e outras só conseguem se separar quando já estão envolvidas com outra pessoa, tudo para não sentir a própria dor. Ainda que existam filhos, há a solidão em estar sozinho com os próprios sentimentos, medos, dúvidas, tristezas, e tudo mais que a separação provoca. Esse é um dos motivos que pode fazer uma pessoa envolver-se com outra logo após uma separação; o medo de ficar só. O mais aconselhável é dar um tempo para si mesmo, pois só estará efetivamente aberto para uma nova relação a dois quando for capaz de enfrentar a vida sozinho, a menos que já tenha a certeza de que a relação passada não deixou nenhum vestígio, o que raramente acontece. Envolvendo-se muito rápido num novo relacionamento, corre-se o risco de levar consigo todos os comportamentos negativos da relação passada. É como se a falta de vínculo com outra pessoa criasse um vazio enorme, onde a vida parece sem sentido e nada vale a pena, sentindo que só voltará a viver se tiver outro relacionamento.

Enquanto estão sozinhas, muitas pessoas recorrem ao uso de álcool, drogas, comida em excesso ou deixando de alimentar-se como uma fuga, ainda que muitas vezes inconsciente, de uma realidade dolorosa. Mas com certeza, não é negando nem fugindo do que se sente o melhor caminho para se livrar de toda a dor. Pois nessa fuga incessante de si mesmo, não se permitindo refletir sobre seus sentimentos e sua realidade, irá manter cada vez mais seu sofrimento e adiar a tão sonhada paz, poia a tendência será repetir na nova relação muitos dos comportamentos que havia na anterior.

O sentimento de solidão na maioria das vezes provoca muita angústia e traz um forte sentimento de autodepreciação e insegurança, com pensamentos frequentes de que nada vale, e que ninguém o ama. O que não é verdade. É preciso se lembrar de quando a relação começou. Havia sonhos, desejos, ilusões, e que por alguns motivos, deixou de existir. Um dos dois, ou ambos, em algum momento deixou de cuidar do que um dia foi tão importante.

O medo da solidão pode surgir por não sentir prazer em ficar só consigo mesmo. Como ficar com alguém que é tão mau, constantemente abandonado, rejeitado, desprezado? Por isso tende a fugir desses sentimentos tão devastadores, e ao invés de eliminar a angústia, alimenta-a ainda mais. É preciso ter consciência que nada adianta manter esses pensamentos de si mesmo, pois com certeza eles não refletem a realidade. Nem se trancar em casa e fechando-se, deixando que o desespero e as lágrimas tomem conta. Como também não irá melhorar ficar sem comer, ou comer em excesso, ou ocupar-se com a vida de outras pessoas, tudo isso só irá agravar esse momento tão delicado. Essa fuga de nada adianta pelo simples fato de que se pode fugir de tudo, menos de si mesmo e do que está sentindo. É claro que nem todas as pessoas se dão conta de que estão fugindo, pois justificam paa si próprioas a necessidade de agirem de tal forma.

É essencial se convencer de que ficar sozinho pode ter muitas conquistas importantes, como permitir a introspecção, a reflexão dos fatos, e principalmente, um maior encontro com seu verdadeiro eu. Viver sozinho não significa necessariamente sentir-se só. Afinal, quantas vezes não se sentiu sozinho mesmo quando estava com o ex-companheiro? Ou com amigos e familiares? Não confunda a solidão física com a emocional, pois só se sente só quem abandona a si mesmo. A solidão nasce dentro da própria pessoa quando ela perde o contato com seu eu interior ou quando procura fugir de um problema, sentimento ou pensamento que a incomoda.

Pense em quantas coisas você deixou de fazer algo que queria porque o ex não gostava por falta de tempo? Logo após uma separação é comum haver uma disponibilidade de tempo que parece assutar e fazer com que se sinta imobilizado, mas passado o período de adaptação poderá descobrir as inúmeras coisas que poderá fazer por si mesmo. Ao se separar irá ter muito mais tempo para fazer coisas que gostava e que nem se lembra mais. Por que não visitar uns amigos, ler aqueles livros que comprou e sequer os abriu, dedicar-se a um hobby, fazer um trabalho voluntário? São pequenas coisas que poderão aos poucos lhe trazer de novo o prazer de viver. É importante perguntar-se: "o que eu gosto de fazer?" E ir fazer! Lembre-se de amigos que deixou no decorrer do caminho. Lembre-se que havia uma vida antes de você namorar, casar. Resgate sua vida, agora mais do que nunca, só sua!

De fato, os momentos de saudade e tristeza pelas lembranças do passado são inevitáveis, mas é importante vivê-los conscimente de todo o aprendizado, e dar ao passado o direito de existir sem que para iso precise te destruir. Ninguém pode evitar a sensação de abandono e a falta de quem se foi faz em sua vida, mas também ninguém pode te privar de que sinta uma força interior que aos poucos irá adquirir ao se permitir estar em paz consigo mesmo. E isso não tem preço!!!



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Rosemeire Zago



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